Depois de vencer as eleições para o cargo de governador com 727 mil votos, o governador Fábio Mitidieri se pronunciou sobre sua preferência para a presidência da Alese. Disse que o comando da Casa Legislativa deveria ser para o PSD, partido que preside. Ainda justificou dizendo que a Câmara já é presidida pelo União Brasil, nada mais justo que a Alese seja pelo PSD.
Ao ouvir a declaração do governador, o deputado Cristiano Cavalcante vem se movimentando para impor o seu nome na disputa sob a alegação de que o seu partido União Brasil tem a maior bancada e ele foi o mais votado. Recorreu aos pés do ex-deputado André Moura, de quem negligenciou esforço pela eleição ao senado e que a esposa Silvany afirmou que Cristiano já podia andar com as próprias pernas sem a ajuda de André.
E agora?
A resposta de André publicamente foi a seguinte: " o partido tem os nomes de Marcelo Sobral, Lindiane Lucena, Kaká Santos e Cristiano Cavalcante". Notem que André não demonstrou sua preferência pelo deputado Cristiano, não sei se propositadamente, o último citado. Ao contrário, lançou outros candidatos.
Como está dito acima, a votação de Fábio lhe dá a legitimidade de executar o seu projeto de governo sem aceitar imposições daquele que tem a sua ambição particular.
Gratidão não prescreve! É claro. Mas não pode ser um instrumento de servidão. Mesmo que Cristiano tivesse votado contra, os seus votos não influenciariam no resultado da eleição.
A maior bancada da Alese é do governador Fábio Mitidieri e não de partidos isolados. A população sergipana lhe deu a maior votação de todos os tempos para que exerça na plenitude o governo sem amarras ou intimidações. A gestão do governador ajudou eleger parlamentares e não o contrário.
Chama a atenção também é que até agora nem um colega do deputado Cristiano veio a público defender o nome dele. Por que será?
GOVERNADOR, FAÇA JUS AOS VOTOS DE CREDIBILIDADE QUE O POVO DEPOSITOU NA YRNA.